Coleções de Revistas Científicas
 
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Política de Preservação

POLÍTICA DE PRESERVAÇÃO DO ACERVO DE REVISTAS CIENTÍFICAS DA BIREME

1. Missão da coleção de revistas científicas
Permitir um acesso amplo, rápido e eqüitativo à revistas científicas, em papel ou em formato eletrônico , de propriedade também da Biblioteca Central da UNIFESP, conforme convênio firmado com os Ministérios da Saúde e de Educação do Brasil, estimulando dessa forma o desenvolvimento e uso compartilhado dessa coleção através das redes e associações de bibliotecas e centros de documentação nos países da REGIÃO.

2. Preservação
Esta política estipula as metas a serem atingidas e o acompanhamento dos processos e atividades técnicas a serem desenvolvidas para a preservação do acervo de revistas científicas, que abrange a criação e o gerenciamento de programas de conservação e restauração.

2.1 Conservação
Conservação diz respeito ao conjunto de técnicas e procedimentos destinados a assegurar a proteção das obras contra fatores que possam afetar sua integridade

2.1.1 Controle das condições ambientais
A degradação do papel depende dos fatores internos, inerentes à sua estrutura, como o tipo de fibra e encolagem do papel e dos fatores externos, como a umidade, temperatura, luz, poluição atmosférica, insetos, roedores, fungos e bactérias.
O ambiente tem um efeito continuado sobre a condição física dos documentos, há uma estreita relação entre a longevidade ou durabilidade do papel e as condições ambientais do acervo.
O controle destes fatores é de importância fundamental para a preservação do acervo da biblioteca.

2.1.2 Higienização
A limpeza é uma tarefa básica e fundamental para aumentar a vida útil das coleções.
Através da limpeza periódica, elimina-se a poeira que causa atrito e escurecimento às páginas e à superfície das encadernações, atraindo insetos e tornando o ambiente propício à proliferação de fungos.
A higienização refere-se ao espaço físico e ao acervo bibliográfico e deve ser observada com rigor.  
 
2.1.3 Guarda adequada
A guarda adequada tem afeito direto sobre a vida útil dos materiais, ela deve garantir estabilidade, apoio adequado ao volume, facilidade para manuseio e circulação de ar entre os volumes.
A adoção de procedimentos adequados que em sua maioria são de baixo ou nemhum custo, tendem a minimizar a necessidade de futuros reparos ou reposição do material.

2.1.4 Acondicionamento
Trata-se de uma embalagem para acondicionamento de volumes, que tem a função de proteger o material contra agentes externos ou ambientais e de manter a integridade física do volume, reduzindo o impacto danificador do meio ambiente e manuseio inadequado.
Essa embalagem poderá ser:

- Invólucro de poliéster (polímero estável)
-  Caixa ou Port-folio em papel alcalino
-  Pasta articulada de poliondas

2.1.5 Pequenos reparos
Este tratamento destina-se à execução de procedimentos simples, como remendos ou enxertos, que sejam necessários ao resgate estrutural das partes que compõem uma obra encadernada, com o intuito de manter o acervo em uso e em circulação.

2.1.6 Encadernação
Encadernar consiste em unir de forma ordenada cadernos de uma revista       ou diversos fascículos de uma mesma publicação, por meio de uma costura sólida para formar volume, e cobri-lo com uma capa para protegê-lo, a fim de prolongar a vida útil do suporte e do conteúdo informacional da biblioteca.
Sendo assim, a encadernação é um dos elementos importantes na conservação do acervo, e faz-se necessário o estabelecimento de critérios e procedimentos, com o intuito de fornecer elementos para orientação aos responsáveis pelas tarefas de encadernação.

Estrutura
Um volume encadernado deve apresentar quatro características: flexibilidade, durabilidade, solidez e precisão. A flexibilidade permite que o livro se abra facilmente, sem forçar sua estrutura. Esta característica depende da costura, do tipo de papel, do reforço do lombo, do arredondamento, dos encaixes e dos materiais e técnicas usadas no revestimento. A solidez confere ao livro seu aspecto compacto, permanecendo com as capas fechadas quando colocado deitado na mesa. Precisão se refere à capacidade do livro encadernado de ficar na vertical sem tombar para um dos lados e a durabilidade está diretamente ligada a qualidade das outras três características e ao manuseio adequado.
 
Seleção para encadernação
A tomada de decisão quanto ao tipo de encadernação que será realizada, envolverá o Bibliotecário do Desenvolvimento de Coleções, o Conservador  e o Técnico responsável pelo encaminhamento do material; que de posse da informação bibliográfica do material, da proposta de tratamento e estatística de uso, definirão o valor do item e sua importância para a coleção.
Em seguida poderão indicar se:

  • O volume deve ser tratado e de que forma
  • O volume não deve ser tratado
  • O volume deve ser substituído
  • O volume deve ser recolhido
  • Critérios para encadernação
  • Coleções que, de acordo com a estatística de uso, são muito consultadas,
  • Coleções danificadas, isto é, em mau estado de conservação, sem condições de ser manipulada, com folhas soltas e / ou faltantes, necessitando do serviço de reposição destas, 
  • Coleções brasileiras indexadas na LiLacs,
  • Coleções de periodicidade diária e semanal , por exemplo, BMJ, Lancet, New England
  • Capas soltas, faltantes ou completamente desgastadas,
  • Coleções  com papel quebradiço, que não podem mais ser utilizadas sem a ocorrência de maiores danos,
  • Coleções impressas em papel muito fino, compradas no ano em curso e anteriores,
  • Encadernações recentes fixadas com adesivos, com páginas ou blocos de texto soltos
  • Materiais que necessitem de recostura ou colocação de uma nova capa

2.2 Restauração
A restauração envolve todos os processos técnicos que visam o tratamento de acervos de tal modo degradados que o simples manuseio se torna impossível, estando o material fora de acesso à consulta. Neste estágio a degradação atingiu um grau tão elevado que há o comprometimento estrutural da obra e conseqüentemente da informação
A restauração deve orientar-se pelo absoluto respeito à integridade estética, histórica e material da obra, adotando o princípio da reversibilidade.

2.2.1 Volumes que devem ser restaurados
Devem ser restauradas as coleções que sejam importantes para a biblioteca e que de acordo com a estatística de uso, ainda são consultadas, mas que não estejam mais sendo impressas e que não se encontrem disponíveis devido ao alto estágio de degradação, ou seja, folhas com papel acidificado (quebradiço), problemas em sua estrutura (costura e capas) e que não possam mais ser manipuladas sem a ocorrência de maiores danos.
Ela se aplica ao material que a biblioteca manterá para sempre, se possível, baseando-se no valor excepcional do material, seja pelo fato de ele ser único ou raro, seja porque sua substituição seria extremamente difícil.

2.2.2 Volumes que não devem ser restaurados
O material que estiver irreparavelmente deteriorado ou com um grande número de folhas faltantes e que o custo do tratamento seja considerado superior ao valor do item, poderão ser substituídos quando outra cópia ou edição possa ser localizada no mercado.

Referências Bibliográficas

SPINELLI JÚNIOR, Jayme. Conservação de acervos bibliográficos & documentais.Rio de Janeiro: Fundação Biblioteca Nacional, Depto de Processos Tácnicos, 1997.

LUCCAS, Lucy, SERIPIERE, Dione.Conservar para não restaurar: uma proposta para preservação de documentos em bibliotecas.Brasília: Thesaurus, 1995.

MELO, Leandro Lopes Pereira de,   MOLINARI, Lílian Padilha. Higienização de documentos com suporte em papel. São Paulo; Fundação Patrimônio Histórico da Energia de São Paulo _ Programa de Documentação arquivística, 2002.

BECK, Ingrid et al. Manual de Preservação de Documentos. Rio de Janeiro, Ministério da Justiça, Arquivo Nacional, (Publicações Técnicas), 1997.